Tribunal de Contas acompanha de perto mudanças no Hospital de Ponte Alta do Tocantins
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Equipe do TCE de Olho retorna à unidade após um ano e verifica melhorias na estrutura, na gestão e na organização dos serviços
Diante dos desafios da saúde pública e da necessidade de garantir um direito fundamental do cidadão, os hospitais municipais do Tocantins continuam no foco das ações de fiscalização e monitoramento do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO), por meio do projeto TCE de Olho.
Nesta quinta-feira, 15 de outubro, uma equipe do Tribunal retornou ao Hospital Municipal de Pequeno Porte (HPP) de Ponte Alta do Tocantins para verificar, de perto, se os problemas identificados durante a fiscalização realizada em agosto de 2025 foram corrigidos.
Embora algumas pendências permaneçam, os técnicos da Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) constataram avanços na gestão, na estrutura física e na organização documental da unidade. Os resultados reforçam a importância do trabalho do Tribunal, que, além de fiscalizar, atua de forma preventiva e colaborativa para contribuir com a melhoria dos serviços públicos de saúde.
Melhorias
Entre os avanços identificados está a elaboração do Plano de Contingência, documento que estabelece procedimentos e protocolos a serem seguidos pelas equipes diante de situações extraordinárias ou de risco.
O plano foi essencial durante o atendimento a múltiplas vítimas de um grave acidente ocorrido em agosto deste ano, na rodovia TO-130, entre Ponte Alta do Tocantins e Santa Tereza do Tocantins.
Outra melhoria foi a aquisição de uma nova ambulância, além da substituição da caixa d’água, que estava há um longo período sem manutenção, comprometendo a qualidade e o fornecimento de água potável.
A farmácia hospitalar, um dos setores que exigiam atenção, também apresentou avanços. O espaço físico está passando por reestruturação, e a gestão informatizou o sistema de controle e dispensação de medicamentos. A medida permite maior controle dos gastos e do estoque, além de contribuir para a transparência.
O setor também passou a contar com um farmacêutico e um assistente, em atendimento às exigências legais.
Em relação aos equipamentos utilizados na realização de exames, os técnicos constataram a execução de manutenção preventiva, medida importante para garantir maior confiabilidade e segurança nos procedimentos e na emissão dos laudos.
A unidade também passou a disponibilizar, em local público, informações sobre os canais de comunicação para sugestões e reclamações, como as ouvidorias do Sistema Único de Saúde (SUS), da Secretaria de Saúde e do próprio Tribunal de Contas.
Para o auditor de Controle Externo da COAES, João Paulo de Aguiar, o retorno às unidades permite acompanhar os resultados das fiscalizações e identificar os avanços. “Durante o retorno aos hospitais, constatamos algumas evoluções, o que comprova que este é um trabalho essencial. Ele educa, trabalha a prevenção e busca soluções para que sejam prestados serviços de saúde de qualidade e efetivos à população”, destacou.
Pendências
Apesar dos avanços, algumas demandas ainda precisam ser atendidas. Uma delas é a aquisição de um gerador de energia, equipamento considerado essencial para a segurança dos pacientes e o funcionamento do hospital.
A ausência do gerador representa um risco significativo, especialmente durante a internação de pacientes, pois uma eventual interrupção no fornecimento de energia pode comprometer o funcionamento de equipamentos médicos e o armazenamento de medicamentos que necessitam de temperatura controlada.
O diretor administrativo do HPP, Aderbal Rodrigues da Silva Junior, destacou a importância da fiscalização para as melhorias realizadas na unidade. “Havia alguns pontos pendentes na nossa unidade, mas tivemos alguns avanços, como a elaboração do nosso Plano de Contingência, que nos ajudou a estar preparados para receber e atender, de forma eficaz, vários acidentados ao mesmo tempo”, afirmou.
TCE de Olho
Entre 2025 e 2026, o projeto TCE de Olho percorreu todas as regiões do Tocantins, realizando vistorias presenciais nos 30 hospitais municipais de pequeno porte.
O trabalho teve como objetivo avaliar as condições estruturais, os equipamentos e os protocolos de atendimento, além de conhecer a realidade e as necessidades de cada unidade, buscando contribuir para a oferta de serviços de saúde cada vez melhores à população.
Com a conclusão das fiscalizações, o projeto entrou na fase de monitoramento. Agora, as equipes estão retornando aos hospitais para verificar se os problemas identificados foram corrigidos e quais providências ainda precisam ser adotadas.










