Monitoramento do TCETO aponta que 90% das irregularidades no novo prédio da prefeitura de Brejinho de Nazaré foram corrigidas
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Obra passou por inspeção por meio do projeto “TCE de Olho na Qualidade das Obras” e identificou falhas no acabamento e problemas estruturais
Apesar do investimento superior a R$ 3,5 milhões, a construção do novo prédio da prefeitura de Brejinho de Nazaré não ficou livre de problemas estruturais e vícios construtivos. Foi o que constatou a equipe de auditores da Coordenadoria de Análise de Atos, Contratos e Fiscalização de Obras e Serviços de Engenharia (Caeng) do Tribunal de Contas do Tocantins (TCETO), durante vistoria realizada em dezembro de 2025, quando a obra foi entregue.
Durante a inspeção foram verificadas inúmeras falhas na edificação. Nesta quarta-feira, 20, os técnicos retornaram ao local para acompanhamento e constataram que mais de 90% dos problemas apontados já haviam sido corrigidos.
Problemas que comprometiam a segurança dos servidores, como a instabilidade das esquadrias e dos guarda-corpos foram solucionados. A construtora retornou ao local e reforçou toda a estrutura, garantindo mais segurança.
Outro problema grave verificado, foi a parte elétrica do prédio que havia risco de incêndio por superaquecimento e danos aos equipamentos. Após a inspeção do Tribunal, os cabos elétricos foram substituídos por uma voltagem compatível e os quadros de energia foram realinhados.
Infiltrações nas paredes e no forro foram os mais recorrentes e durante o monitoramento, os técnicos constataram que haviam sido sanadas, inclusive no telhado, após verificação realizada com o auxílio de drone.
O auditor de Controle Externo Thiago Dias falou sobre os resultados desta inspeção. “Os apontamentos mais graves foram resolvidos e esse resultado é muito satisfatório, pois o Tribunal cumpriu com seu papel em garantir a qualidade das obras públicas e sua garantia dentro do prazo de cinco anos”, destacou.
Embora a maior parte dos apontamentos tenha sido sanada, a equipe técnica vai relatar problemas ainda persistentes e monitorar até a completa correção da obra dentro do prazo de garantia quinquenal, ou seja, cinco anos após a entrega.















