Gestão de pessoas estratégica fortalece instituições e amplia capacidade de resultados
Tamanho da Fonte
Palestra no último dia do XVI Encontro Técnico destacou a importância de colocar as pessoas no centro das transformações institucionais
Durante os dois primeiros dias do XVI Encontro Técnico de Gestão de Pessoas dos Tribunais de Contas do Brasil, realizado pelo Tribunal de Contas do Tocantins (TCETO), em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB), foram discutidos temas como conexão, engajamento, resultados, saúde mental, segurança psicológica, preparação para a aposentadoria e boas práticas em gestão de pessoas.
Nesta sexta-feira, 4, último dia do encontro, um dos focos da programação foi mostrar como transformar conhecimentos e conceitos em práticas capazes de contribuir para o fortalecimento institucional, reconhecendo o papel imprescindível das pessoas como centro das transformações. O tema foi abordado pelo palestrante André Anderson, do Tribunal de Contas da União (TCU).
Na visão do palestrante, alguns Tribunais já exercem esse papel estratégico na gestão de pessoas, e o desafio é ampliar o engajamento para que todos passem a atuar com uma visão mais abrangente da instituição. Para ele, o tempo é um importante indicador na tomada de decisões e ajuda a diferenciar uma atuação estratégica de uma meramente operacional. “Quão importantes e o quanto as pessoas são importantes nas instituições?”, questionou André durante a apresentação.
O palestrante comparou a instituição a um organismo vivo que, como tal, precisa ser visto, tratado e pensado considerando suas particularidades. A ideia, segundo ele, é superar a visão da instituição apenas como uma máquina, na qual as pessoas funcionariam como peças ou atuariam somente para manter suas engrenagens em funcionamento.
Além de “ter pessoas”
André citou o absenteísmo como um problema real e destacou que é justamente nesse contexto que se torna importante a atuação estratégica da gestão de pessoas, capaz de ir além do que está aparente para compreender o que pode estar por trás do problema.
Ele ressaltou que uma gestão de pessoas fortalecida reduz a distância entre “ter pessoas” e “ter capacidade”. Isso significa que apenas contar com uma equipe numerosa e desconectada não garante qualidade ou capacidade de entrega. A reflexão proposta pelo palestrante passa, portanto, pela forma como as pessoas se percebem e atuam dentro das instituições: elas fazem parte apenas de uma engrenagem ou de um organismo vivo?
Segundo André, o papel estratégico da gestão de pessoas evoluiu e passou a incorporar uma atuação mais consciente, abrangendo prevenção e clima organizacional, envelhecimento técnico, saúde mental integrada, gestão por resultados e competências futuras. Com isso, a área deixa de ter uma atuação meramente cartorial e avança para práticas mais modernas.
Durante a palestra, André também apresentou sete competências de uma unidade estratégica, que devem estar alicerçadas na construção de autoridade, nas conexões, na comunicação de valor, no positivismo e na neutralização de riscos, no planejamento, no cuidado com a imagem e na presença junto à realidade das unidades. “Talvez a grande visão que temos que ter como área de gestão de pessoas não é sermos estratégicos, mas sim imprescindíveis”, afirmou.
A mensagem encerrou a apresentação reforçando uma das principais propostas discutidas ao longo do encontro: as pessoas são e devem permanecer no centro das transformações das instituições.
Assista à palestra completa clicando [neste link].




Rede de parceiros e apoiadores
O encontro conta com o patrocínio da Companhia de Saneamento do Tocantins (BRK Ambiental), Energisa, Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Também apoiam a realização do encontro o Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Fundação Cultural de Palmas (FCP).





