FOCCO leva debate sobre corrupção à Universidade
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Como seria o Brasil sem a corrupção? Um vídeo sobre o tema produzido pelo canal youtube abriu a mesa redonda “Combate à Corrupção em foco”, realizada pelo Fórum de Combate à Corrupção no Tocantins (FOCCO/TO), nesta terça-feira, na Universidade Federal do Tocantins. O vídeo “Acredite ou não”, que mostra como poderia ser o Brasil se o dinheiro desviado por políticos fosse investido corretamente em saúde, transporte e educação, foi uma das provocações utilizadas pelas instituições participantes para instigar o debate.
Reflexões famosas e reportagens sobre como funciona o sistema político em países como a Suécia, onde os políticos não têm quase nenhuma regalia, também foram apresentadas, com o intuito de levar o público a refletir sobre qual é o papel da sociedade no combate a corrupção, por exemplo, com uma maior participação na fiscalização das contas e gastos públicos.
Representando o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE/TO) e o Ministério Público de Contas (MPC), a procuradora Raquel Medeiros Sales de Almeida, falou sobre a importância da participação da sociedade em debates como este. Ela também frisou a essencialidade do ofício das Cortes de Contas, pois as auditorias servem de subsídio para o trabalho de outras instituições como o Ministério Público e a Polícia Federal.
O Promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva, representante do Ministério Público Estadual (MPE) no debate, ressaltou que a transparência na administração pública é essencial para o combate à corrupção, lembrando a todos o quanto essa legislação é recente no Brasil, onde o hábito de prestar contas não existia na administração pública, destacando que nestes poucos anos, os portais de transparência, a lei de responsabilidade fiscal, entre outros instrumentos, têm se tornado para a população uma ferramenta eficaz no combate ao erro e à fraude, na medida em que esta exige de seus gestores o cumprimento de metas e execução de orçamentos, ao mesmo tempo que avalia a gestão dos administradores públicos nos aspectos de economicidade, eficiência e eficácia.
A mesa-redonda também contou com representantes da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria-Geral do Estado, instituições que, junto com o TCE/TO e o MPE, compõem o FOCCO/TO. Na ocasião, os participantes tiveram a chance de detalhar um pouco sobre como é o trabalho de cada um deles no combate à corrupção no país. “É a cooperação entre todas estas instituições aqui presentes que possibilita o sucesso de operações como as divulgadas na mídia recentemente”, destacou o delegado da PF, Helano Medeiros.
Uma suposta “cultura da corrupção” e a necessidade de combater atitudes antiéticas que costumam ser culturalmente aceitas e ter sua gravidade ignorada ou minimizada, também foram pontuadas no debate, entre outros temas.
Novos eventos sobre o tema devem ser realizados pelo Fórum em 2017. Segundo Vinícius de Oliveira e Silva, que é presidente do Fórum, o objetivo é levar o debate, cada vez mais, para perto da sociedade. “Queremos realizar este evento em outros espaços e estamos abertos a convites de outras instituições universitárias, comunitárias ou da sociedade civil organizada”, concluiu.
Com informações Ascom/MPE
Foto: Ascom/MPE



